terça-feira, 23 de setembro de 2008

Academia

Como qualquer pessoa que tenha lido meu perfil ali ao lado sabe, sou formada em Produção Cultural pela UFF.

Da mesma forma, qualquer aluno de minha antiga faculdade sabe que os temas sobre os quais podemos tratar nos trabalhos de conclusão de curso são bastante amplos. É possível falar sobre o assunto que mais lhe agradar, de projetos em desenvolvimento ao seu artista preferido, desde que o mesmo esteja relacionado a um tema central: Produção Cultural.

Pois foi exatamente o que fiz: minha monografia fala sobre a ética e a estética dos Mutantes no período do Tropicalismo.

Sou apaixonada pela Tropicália como um todo. Todavia, confesso que foi somente durante minhas pesquisas que descobri o quanto os Mutantes foram importantes para que o movimento de fato acontecesse. A maioria das pessoas se lembra apenas da dupla Gil e Caetano e acaba se esquecendo desta banda, que eu arrisco dizer que foi a espinha dorsal do Tropicalismo.

Enquanto apresentava minha monografia, fui questionada quanto a essa colocação por um dos professores que compunham a banca avaliadora. O grande Dr. Marildo Nercolini , a princípio, não achou correta minha colocação, já que os fundadores do movimento de fato foram Gilberto Gil e Caetano Veloso.

Mutantes acompanhando Caetano Veloso na fatídica apresentação de É Proibido Proibir, em 12/09/68


Expliquei minhas considerações: a dupla baiana representou o cérebro do movimento, enquanto os Mutantes foram o seu pilar de sustentação. Enquanto todos os tropicalistas buscavam agregar a suas composições elementos do rock n' roll, os Mutantes já eram uma banda de rock que foi convencida a passar a usar elementos da música nacional na música que produziam. Além disso, os Mutantes acompanharam os demais músicos tropicalistas em muitas de suas apresentações e gravações, além de terem tido grande influência mesmo em suas composições.

A banca acabou por concordar comigo.

Muitos autores consideram-nos a primeira banda de rock genuinamente brasileira. Contudo, na maioria dos livros que tratam do movimento tropicalista, poucas são as passagens que dão a devida importância ao grupo.


Entretanto, apesar do título deste post e desta breve digressão sobre os Mutantes e o Tropicalismo, não é sobre esse tipo de academia que pretendo falar (embora eu realmente tenha grande vaidade em relação aos meus trabalhos acadêmicos).

Amanhã volto a malhar. Estou ansiosa, pois há meses que não o faço.
Já posso vislumbrar um final de semana repleto de dores musculares e, mesmo assim, estou muito animada.


Wish me luck!

3 comentários:

Cessel disse...

Aprendi muito sobre o Tropicalismo lendo a sua monografia, foi muito proveitoso te ajudar com a apresentação. Agora consigo perceber nitidamente as influências dos Mutantes nas músicas do Pato Fu.

Vai malhar que horas?

Fábio Rossi disse...

É que eu tava dando um peguete em uma menina ruiva (as ruivas são meu soho de consumo) e ela veio com aquele famoso "Precisamos conversar" jah viu neh?
=P

Agnes disse...

mas entaso vc escreveu sobre tropicalismo ??? caramba.... achei super diversificado a tematica q vcs la na producao trabalham... claro q ano poderias ser diferente... mas vc pode entender o q falo: afinal, acostumada so com temas q envolvem subjetividade e blablabla, de repente ver tropicalismo em foco eh demais!!!
parabens, mana-tropicalista!!!!!
=)
e mais parabens ainda pq vc CALOUUUUUUUUU a banca.... este povo adora banca pq eles aprendem muito com a gente... nós os fazemos voltar a usar o cerebro =)