segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Suzy e as baratas

Suzy e eu, quando ainda éramos adolescentes.



Quando eu tinha 8 anos, minha mãe perguntou se eu preferia ter um irmãozinho ou ganhar um cachorrinho. Ainda sou filha única, acho que esse fato por si só é uma resposta.

No dia 06 de setembro de 1993, a Suzy entrou em nossas vidas. Ela nasceu no dia 30 de julho, mas só veio morar conosco em setembro. Era um ratinho, cabia na minha mão (e olha que era uma mãozinha de criança).

Quase 16 anos depois, posso dizer que ela é a irmã que eu não tive. Ela está presente em praticamente todas as minhas recordações felizes. Todo o Natal, deixamos ela comer só um pouquinho de comida de gente porque sempre pensamos "deixa ela, pode ser que seja o último". Até hoje, nunca foi.


Ela é bem velhinha, coitada. As pessoas que não me encontram há algum tempo sempre perguntam se a minha cachorrinha "ainda está viva". Alguns dizem que ela está fazendo hora extra no mundo. Eu não gosto.
Eu a amo muito, como se fosse mesmo um membro da família, como se fosse uma pessoa. Não gosto de pensar que ela está velha demais pra continuar viva. Inclusive acho esse comentário de muito mau gosto.

Por outro lado, há aqueles que dizem que se o mundo acabar numa explosão nuclear, sobreviverão apenas Suzy e as baratas, como disse o Anselmo num post em seu blog pessoal. Otimismo é tudo! Mesmo que associado a deboche, vá lá.

Quando ela era filhote, eu tinha muito ciúme porque ela gostava mais da minha mãe do que de mim, e, por isso, eu fazia maldades com ela (colocava o pé na frente quando ela estava correndo, essas coisas). Com o tempo, crescemos e nos tornamos grandes amigas. Eu sei que ela me ama sinceramente, com todo o coraçãozinho dela.

Acontece que o coraçãozinho dela não está nada bem.
Suzy está com câncer. Fizemos ontem uns exames pré-operatórios emergenciais e todos indicaram que ela é muito forte e tem uma saúde de menina (digo, de filhote). Hoje ela foi operada para remover os tumores de todas as tetas, entretanto, ela não está reagindo muito bem. Ligamos para a clínica veterinária e o coraçãozinho dela está quase sem força.

Sabe, ela é ceguinha e doente, eu me sinto até egoísta por orar para que ela fique bem, mas quem não deseja a vida daqueles que ama? Torço para que ela viva pra conhecer meus futuros filhos, que bata recordes, que chegue aos 30!

Peço a Deus que aconteça o que for melhor pra ela: se for para que ela sinta dor, que Ele a leve embora. Mas, ao mesmo tempo, peço para que Ele faça uma forcinha para que o meu bichinho saia dessa.

4 comentários:

Música e caipirinha disse...

Axel Rose !!!!
ahiuahaiuhaAUHU

POESIA EM VOLTA disse...

Que pena! Ela é adolescente igual minha filha, que nasce em 160993. Sorte para vocês duas!

Ambientalistas disse...

Que coisa. Esse post só apareceu agora no feed, junto com o de hoje!

E a Susy, como está?

Beijo.

Ambientalistas disse...

Esqueci de assinar! RaquelAlmeida.